* No tempo em que os homens portugueses tinham bigode e barriga, as mulheres portuguesas eram como as sardinhas – pequenas e “gostosinhas”. Hoje são tubarões e a prova é que os homens portugueses já não podem ter nem bigode nem barriga, sob pena de irem cano abaixo tal qual peixinho morto. A minha memória mais remota é a minha Avó Emília que nos últimos 90 e alguns anos de vida continuava a meter em sentido os 42 descendentes directos, e alguns já avôs também. Segue-se a minha mãe e tua “vó Gusta”, que com pouco mais de metro e meio de gente, conseguiu educar quatro homens bem mais altos que ela (eu, os teus dois tios e o teu avô Tino, que, segundo ela, não sabia se vestir quando a conheceu), em tempos bem piores que os actuais. No entretanto, entrou na minha vida a minha segunda mãe, para ti “Vó Didi”, resistente que nem o aço inoxidável e com quem ninguém faz farinha e aquela que é a grande mulher da minha vida, a senhora minha mulher e tua mãe (aka “Mãmã Lena”). E digo senhora minha mulher não por ter medo que me meta as malas à porta mas porque reúne a essência da mulher portuguesa da actualidade – cada vez mais gira e bem vestida, inteligente, ambiciosa, bem formada, muito determinada e cada vez menos complacente com atitudes machistas. Por isso, o mundo para conhecer e uma portuguesa para casar!
(Mas há dúvidas?)
*Se reparaste o papá não escreveu ontem este conselho e foi até recuperar parte de um texto que escreveu há uns anos para completar o mesmo mas é porque ando a trabalhar muito para ter tostões para poderes comprar os bolinhos na senhora da praça e a gelatina que fazemos os dois ao fim-de-semana