Usares músicas que adoras para toques de telemóvel “responsáveis” como o de despertar, de quando a tua namorada te liga, de um amigo ou qualquer outro elemento na tua vida que seja muito importante é um erro crasso. Imagina só que chegaste a casa de uma noitada às 6h30 em que viste a tua namorada numa conversa muito quente com o teu melhor amigo e tens que acordar às 7h para ir trabalhar. Às 7h toca a tua música favorita de despertador no telemóvel e tu com 30 minutos de sono e uma valente ressaca. Ao mesmo tempo começa o toque ininterrupto especialmente escolhido para a namorada que tanto amavas e que te quer dizer que “não foi nada do que imaginaste, foi só o calor do momento”. O mesmo toque só é interrompido pela música potente que escolheste para toque do teu melhor amigo, que só quer dizer que afinal está é apaixonado por ti e foi um erro ter estado envolvido com ela ontem. Meia hora depois, é o toque especial do pai (que eu coloquei no teu telemóvel para te lembrares que sou eu; provavelmente o mesmo que uso hoje) só para te dizer que a cena de ontem foi toda encenada por nós os três para ver se te deixas de noitadas e dás o próximo passo na tua relação. Poderia inventar muitos cenários (até porque estou sob o efeito de duas injecções e um antibiótico potente por uma garganta inflamada, yauuuu) mas fica-te só com a raiva que vais ganhar a música de despertador.
(O toque “diferente” de telemóvel que andei dois anos para encontrar por honrar a tua terra de criação e que a tua mãe gostou tanto que até fugia de mim quando o telefone tocava; agora tenho este por adorar uma série de coisas deste filme como de outros western spaghetti que vais ver comigo daqui a uns anitos)