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201. Lembra-te do teu Avô Tino


O que separa os Homens dos homens não é a coragem mas a Honestidade, Humildade e Honra, algo que o teu avô Tino me ensinou sem dizer uma palavra. Era o herói dos heróis. As primeiras recordações que tenho dele era de um Super Homem porque parecia indestrutível  (levou com um tijolo na cabeça um dia numa obra e apesar do corte severo, foi a casa colocar álcool e voltou para o trabalho como se nada fosse. Anos mais tarde estava a fazer um telheiro à tua Tia Rute e vi-o voar literalmente para cima de uma mesa, partir a pedra da mesma, ficar com os dedos dobrados para trás, empurrá-los para a frente e prosseguir como se nada fosse; cortava pedra numa nuvem de pó irrespirável e saía a rir-se, ou envernizava um sótão com 30 e tal graus como quem bebe uma cerveja). 

De Super Homem passou a ser o meu Manny Mãozinhas porque o vi construir prédios como tu hoje fazes legos, ensinando-me como fazer massa ou uma parede direita com o fio-de-prumo. Vi-o pregar pregos com duas marteladas, levantar nove tijolos burro com um braço, pegar em vigas que só eu e o tio Pedro na flor na idade conseguíamos pegar os dois juntos. Foi o primeiro trabalho que desejei fazer, agarrado ao sem número de ferramentas que ele nos punha nas mãos. 

Com os colegas Horácio, Faísca, José Augusto e outros era o Jake e os Piratas para mim e para o tio Pedro, que conseguiam fazer nascer casas para os outros e no fim comer uma feijoada feita pelo avô (e ai de quem falasse de trabalho ao almoço e fosse mais que os outros, era garrafão pago na certa). Não fazes ideia do quanto gostava de ir no dia 31 de Julho apanhar o comboio de madrugada a ver as luzes dos barcos para estar com eles antes do mês de férias de Agosto. 

Em casa era o nosso Hulk, pois tudo o que tinha problemas em funcionar um murro ou uma martelada arranjava sempre (perdi conta às vezes que vi os óculos voar só porque se embaciavam quando estava a fazer algo importante). Era a televisão, os móveis, ou eram os carros (nunca mais esqueço um dia vir a acelerar o seu mítico Morris Marina, que levava dez pessoas e cinco sacas de batata, com um cordel preso ao acelerador). 

Era também o Sebastião Come Tudo, não porque fosse de comer muito mas porque tinha o que chamava de “filosofia de guerra”, isto é, tudo o que viesse, morria. Podias-lhe dar cinco vezes o mesmo prato de seguida que nunca se queixava (“só não como beringelas e em casa, que fora se me as derem como”). Tinha ainda uma tirada de inspetor Gadget, pois era comum ter no carro tudo e mais um par de botas (papel higiénico nunca faltava), na arrecadação peças para arranjar o mundo todo e no corpo um esquema certo para caso fosse tomado por três ou quatro assaltantes (“um ou dois, o primeiro murro é meu”). 

Não foram poucas as vezes que ao lado dele me senti acompanhar o Zorro, pois não podia com injustiças (como certa vez quando pessoas com alguma idade queriam entrar no comboio e uns pintas não deixaram, até ele meter as mãos nas portas e dizer que agora mandava ele; ou quando o comissário da polícia teimava em parar carros à sua porta e dos vizinhos só porque sim e ele lhe disse que lhe chegava a roupa ao pelo, ou da última vez que fomos à Feira da Ladra no outono e uns mafiosos levavam as portas do comboio abertas e ele disse enquanto lia o comboio “está calor como o caraças para os c****** estarem com frio nos c*****!”). 

O trabalho tomava-lhe a semana e o fim-de-semana para termos todos uma vida melhor mas tinha ainda tempo para ser o Yoda de muitos, ao ser pastor da Igreja Evangélica. Não te sei dizer as vezes que o vi acalmar drogados, malucos e afins que queriam destabilizar a “missa” enquanto ele pregava para os seus irmãos. Leu a bíblia católica e a protestante duas vezes e ainda olhou seriamente para a dos Testemunhas de Jeová. Era exigente como o professor Xavier, no sentido de dar sempre o melhor e procurar sempre fazer melhor do que os que precederam “para o nosso bem, porque o balde de massa estaria sempre garantido”. Não me lembro de faltar a um dia de trabalho ou de ficar em casa doente mas lembro-me de acordar às 5h e picos da manhã todos os dias, de raramente se queixar do trabalho, dos colegas ou da situação do país. Sabes, saiu de casa com oito anos e o primeiro ordenado foram umas botas para pôr nos pés. 

Demorei alguns anos a percebê-lo mas quando o percebi passou a ser o meu Chefe, o meu Panoramix, aquele que bastava um olhar ou um sorriso para perceber que ia sair das boas (“agora para mim era bom era uma moça de 20 anos. Para quê? Dizia toda a gente. O que é que você fazia com ela? Respondia: fazia o mesmo que quando era novo…o que podia”).

Recordo, como se fosse ontem, a felicidade que foi ver-me casar com a tua mãe ou quando fui batizado com 32 anos. Era um brilhozinho nos olhos e um sorriso que só me lembra o meu ídolo da juventude Charles Bronson. Era o mesmo brilho que o acompanhava quando vinha cá a Vila Franca em tempo de largadas e comia um bacalhau à Portimonense.

Era um grande contador de histórias, mesmo que ouvisses a mesma história mil vezes do colega na tropa que bêbado disparou tiros no quartel de Santa Margarida e meteu mais de 20 mil homens em sentido com medo da guerra ou do muro do vizinho que deitou abaixo com o padrinho quando outros ameaçavam fazê-lo e que deu guerra na terra (pensavas que ele era 100% santo? Também fez das dele, algumas que te contarei mais tarde).

Infelizmente já o conheceste limitado numa cama e sem capacidade para te poder mostrar o tanto de super-herói que tinha. Pudesse eu colocar neste texto tudo o que ele era. Posso-te pedir uma última forma de o recordar: como o Lucky Luke montado no seu Jolly Jumper (no caso dele, no mítico Morris Marina) com o Rantanplan (o nosso amado Putchi) ao seu lado rumo ao pôr-do-sol.
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200. Não escolhas RP como profissão

Os relações públicas são como os trapezistas, a linha que os separa de bestiais a bestas é sempre muito ténue. São uma das profissões mais stressantes dos últimos anos e que toda a gente diz que consegue fazer, que não são necessários grandes conhecimentos, que são muitas vezes um centro de custos, que não geram vendas, que…mais um chorrilho de coisas em que ser associado ao tipo que está à porta da discoteca e conhece meio-mundo ou o tipo que serve croquetes na festa até parece ser do mais positivo da profissão. A apostar em carreira é em funções prescritivas, isto é, funções em que o que dizes é lei e é aceitável que tenhas um ordenado acima da média porque é preciso “realmente estudar”. Profissões como médico, controlador aéreo, advogado, financeiro, nas quais o discurso hermético e a “utilidade” existe mesmo e são especialistas por áreas.

 
Depois destas linhas todas deves estar a questionar porque raio então escolheste tu, pai ser RP? Primeiro porque percebi muito cedo que adequar a mensagem aos diferentes públicos salva muito gente de problemas. Na escola evitei apanhar porrada e ser roubado, eu e outros miúdos igualmente pequenos e timídos, ao tornar-me amigo dos bullies; ao tentar perceber a sua perspetiva de fazer um corredor para nos dar pontapés e calduços à saída do pavilhão ou querer “aliviar-nos” do almoço ou do dinheiro da carteira. Depois, todos os dias tens desafios diferentes, tanto pode ser uma crise como lançar um novo produto, como ter que comunicar algo a uma equipa inteira, contribuir para criar uma marca de raiz, entre tantos outros. Desafios em que tens por vezes segundos para tomar decisões críticas à la piloto de fórmula 1, em que uma palavra mal dita pode ter consequências muito negativas. No entanto, se no piloto és a estrela, nas RP, as estrelas devem ser os outros. E isso também é algo que adoro no trabalho que faço, de fazer brilhar pessoas e ideias que de outra forma não seriam conhecidas. Mais, regra geral tens sempre budgets reduzidos ou “no budgets” mas tens que fazer acontecer e no mais curto espaço de tempo, imagina a adrenalina que não é! Tens que provar constantemente que vale a pena investir no teu trabalho, que é um trabalho que também é, atenção 1, especializado, que também requer, atenção 2, formação, que também necessita, atenção 3, talento. Conheces seres humanos fantásticos, que estão sempre disponíveis para fazer mais e melhor, mesmo recebendo pouco. Permite-te perceber o máximo da profissão dos outros e procurar com ela interagir da melhor forma, por mais hermética que seja. Permite-te colocar no papel dos outros para perceber a sua perspetivas das coisas por mais “twisted” que elas sejam. Não faz do teu pai a pessoa mais rica de dinheiro mas rica de relações, rica de felicidade no que faz e sobretudo rica por poder contar histórias diferentes todos os dias que ficariam por contar muitas vezes. 
 
PS: 14 anos depois a tua avó “Guta” continua sem saber muito bem o que é que o filho dela, senhor teu pai faz, mas amo-a e agradeço-lhe tanto mais por isso, porque me ajudou vezes sem conta com o “efeito da minha mãe”, isto é, a perceber que se o que a marca A ou B lhe diz ela não entende, a maior das pessoas não entenderá também. Mais, foi o espírito falador e de enorme coração em ajudar os outros que contribuiu grandemente para eu escolher ser RP (isso e poder vir a ser o tipo à porta da discoteca que decidia quem entrava na mesma e todas as miúdas giras o queriam conhecer).
 

(A diferença que um trabalho “menor” pode fazer)
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199. Rodeia-te de pessoas positivas

As pessoas positivas são como as uvas, mesmo com o passar do tempo não se estragam e mantém aquelas qualidades distintivas. O facto de te rodeares de pessoas positivas faz de ti uma pessoa mais ambiciosa e crente das tuas capacidades e ao mesmo tempo torna os teus dias mais animados e ricos. Cultural e até diria geneticamente os Portugueses são o povo do “mais ou menos” ou do “vai-se andando” pelo que te alerto desde já para não seres demasiadamente positivo junto dos outros Portugueses porque te podem conotar de três ou quatro “defeitos” como seres parvo, florzinha ou qualquer outra estupidez absurda de quem não consegue ser feliz. Mais, não tenhas vergonha ou problemas de deixar de estar com aquelas pessoas negativas presentes na tua vida, excepção feita do teu pai, da tua mãe ou do teu…chefe. Negativo é teres uma doença incurável que te vai matar num espaço determinado de tempo sem teres vivido os sentimentos diferentes que a vida tem para te oferecer. Tudo o resto é ultrapassável nesta vida, até o teu…pai (pergunta à tua mãe). 

(Procura a felicidade mas não exaustivamente que ela está sempre em ti, basta olhares para o céu, para os olhos da tua mãe ou para o carro do papá)
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198. Aprende a encher copos à taberneiro

Encher copos à taberneiro é uma arte tão ancestral quanto fazer xixi sem sujar a tampa da sanita. Se nesta segunda é fácil de resolver, basta…sentares-te (excepto se for um urinol, que não dá muito jeito, apesar de haver vídeos na net que provam que é possível), a primeira requer muita prática. Podes começar por praticar com o Compal de alperce que tanto gostamos e passar para bebidas mais fortes, tipo leite Vigor ou um potente Galão Alentejano. Quanto mais praticares mais fácil vai ser deixar o copo “resvés Campo de Ourique“. Vais também perceber que um copo à taberneiro é como a vida, nem com espaço vazio nem a transbordar, tem que ser mesmo à tangente. Esse equilíbrio perfeito entre família, amigos, conhecidos e desconhecidos, pessoal e profissional, problemas e soluções torna-se mais fácil também com a prática.

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197. Compra discos antigos

Os discos antigos são como os idosos, baús de histórias fantásticas repletas de erros, à espera de serem ouvidas. O gira-discos com que os deves tocar pode ser ultramoderno mas até te aconselho que seja igualmente antigo. Jamais esquecerei as tardes na terra do teu avô paterno em que me sentava a ouvir a tua bisavó, juntamente com a comadre e o padrinho do teu pai, a contarem histórias que só alguém do alto de 70 e muitos anos de aventuras conjuntas o consegue fazer. Nos discos antigos vais descobrir aquele fogo intenso de um número diminuto de faixas de cada lado, por oposição aos milhares que o teu amado iPad comporta. É neles que poderás perceber que o teu próximo é perfeito nas suas imperfeições, que algumas relações são feitas para durar dois minutos fulgurantes e outras longas faixas com momentos de perfeição mas também com falhas e erros, que te farão dar mais valor ao que tens em mãos.

PS: este conselho veio hoje a propósito porque andas há semanas a pedir-me para arranjar o gira-discos da tua avó. Desde pequeno que adoras o “roda, roda, roda, roda!!!!” em casa da “Avó Titi”. Massacras o teu avô para te ter ao colo para poderes ver o gira-discos a tocar vezes sem conta os discos que a tua mãe e tia ouviam em pequenas. Ouves os CDs com a mesma música mas continuas a pedir o “roda, roda, roda, roda!!!”.

(Dir-te-ia para fechares os olhos e limitares-te a ouvir mas a realidade é que os gira-discos como hoje amas intensamente tem o tal “roda, roda, roda, roda!!!” incomparável ao que quer que seja)
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196. Retorna sempre um contacto

Os contactos são como os amigos, merecem sempre uma resposta, positiva ou negativa. Seja um email, sms, mensagem Whatsapp, uma pergunta desagradável ou qualquer outro formato tecnologicamente avançado com que te contactem quando leres esta mensagem, deves dar sempre feedback. É uma questão de boa educação. Mesmo que não tenhas vontade de responder ou que seja já uma conversa longa (e chata), deves descobrir o máximo de assertividade que há em ti para responderes. Se tiver que ser uma resposta com carga negativa, que seja mas aí deves fazer sempre cara-a-cara (excepto se o interlocutor tiver mais meio metro ou mais 50 kg que tu, aí é chamar o teu padrinho Kung Fu Casaca para te acompanhar).

PS: aprendi no curso superior que tirei que é impossível não comunicar, mesmo ficando em silêncio. Num diálogo verbal, os teus avôs aprenderam (como eu estou a aprender) que muitas coisas que as tuas avós dizem é melhor responder com “silêncio inteligente” (cruzamento entre silêncio e fazeres-te de “parvo” ou “mau ouvinte”). A grande dificuldade está em perceber quando empregar e não empregar o “silêncio inteligente” com as mulheres (não me perguntes o segredo que ainda não sei e os teus avôs não me querem passar).

(Mais um caso onde deves empregar “silêncio inteligente”…)

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195. Verifica sempre se há papel higiénico no WC

Papel higiénico no WC é como combustível no carro, verificar sempre primeiro antes de “arrancares”. Assim que entras num WC para fazer cocó (em linguagem de adulto diz-se nº2, deixo-te já a nota), mesmo naqueles momentos de aflição, deves verificar logo se há papel higiénico e em quantidade aceitável. O conceito de aceitável dependerá do quão comichoso és, pois há desde o pessoal que forra a tampa da sanita pública até ao pessoal que parece limpar o rabo a meia-folha e não lava as mãos (se quiseres ser destes últimos tenho a mangueira do terraço à tua espera). Se quiseres jogar pelo seguro, nada como um pacote de toalhitas pequeno, que tanto serve para limpar o “cheiro a cavalo” debaixo dos braços como o rabinho. Nunca conheci carro nenhum do teu avô paterno que não tivesse sempre um rolo de papel higiénico e alguma vez andasse na reserva.

PS: nunca deixar essas toalhitas delicadas junto aquelas carregadas de álcool de limpar as mãos depois de as sujar no carro. Pergunta à tua mãe o que me aconteceu em Porto Covo quando eramos namorados.

PSS: se acabares o rolo de papel higiénico em casa coloca sempre um novo para a pessoa seguinte. Se for noutro local como a casa de um amigo faz o mesmo se tiver à mão (para não dares a parte fraca, esconde o cartão do rolo no bolso e coloca no lixo quando saires da casa do mesmo) 

(Nem a tecnologia te safa)
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194. Escolhe bem a tua roupa interior

A roupa interior é como o carro que conduzes, tens do desportivo, apaixonante e duro ao familiar, “simpático” e confortável. Deves escolher a roupa interior em função da expetativa de dia que vais ter. Se vais ficar em casa a “bezerrar” no sofá, nada como aquela cueca largeirona que te deixa as tuas “miudezas” à vontade. Já se fores sair pela terceira vez com uma moça que gostas muito, nada como um boxer justinho de boa marca. Nunca mas nunca mesmo vestir fio dental ou aquelas coisas “tigresse” por muito que gostes de fazer o amor com a tua namorada, basta perguntares ao Google por algo como “revenge girlfriend videos” e vais perceber porquê. O ideal? Um Volkswagen Golf GTD, ou seja, uma boxer justa que te deixa apetecível mas é confortável ao mesmo tempo, ficando assim com o look desportivo que antevê diversão mas que não te deixa as “miudezas” demasiadamente apertadas.

PS: Slips fora de questão, vá até aos 5 anos. Não usares nada só se fores modelo profissional com uns abdominais de ferro.

(Preciso de comentar?)
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193. Lembra-te dos pequenos

Os pequenos são como as tuas fraldas, tu não sabes como elas aparecem mas tens sempre o rabinho limpinho. Na tua vida vão passar um sem número de pessoas que darão contributos menores ou maiores, sejam a nível profissional ou pessoal. Os que quero que lembres hoje (e no máximo de dias do ano) é daqueles mesmo pequeninos que sem eles não terias alcançado bons resultados. Pode ser dinheiro, uma prenda simbólica, um convite para beber um copo ou mesmo um simples obrigado público. Os grandes é fácil lembrares-te mas os pequenos são tão ou mais importantes na tua vida. Eu agradeço à tua avó por quando deixo os sapatos a secar de uma chuvada, ela ao invés de os arrumar apenas, engraxa-os sempre ou por arrumar a roupa do pai nas gavetas apesar do pai ter uma ordem específica de arrumação (e ficar quase tudo ao contrário). 

(Todos diferentes/ todos iguais como dizia uma campanha contra o racismo quando o pai era “piqueno”) 
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192. Sê mais exigente contigo do que com os outros

A exigência é como a educação, os níveis para contigo próprio devem ser sempre os mais elevados. Compreenderes as tuas limitações assim como as dos outros é crítico para não viveres com frustrações permanentes. Mais, há coisas que tu como os outros nunca serão bons a fazer por muito esforço que façam. Há anos que defendo que ninguém é burro, tendo cada um de nós mais inteligência para umas coisas do que para outras. No entanto, isto não quer dizer que não tentes chegar o mais longe possível nas coisas que gostes, pelo contrário, a maior exigência deve ser contigo próprio colocando novos desafios. Não exijas é dos outros aquilo que não conseguem ou conseguirão dar.

PS: este é um conselho extremamente difícil de seguir porque vives numa sociedade de expectativa, para contigo e para com os outros. Coisas como esperar que os outros façam pisca na estrada, andem na fila mais à direita na estrada, cheguem a horas a um encontro, apanhem as meias do chão, entre um sem número de pequenos “nadas” vão-te deixar muitas vezes chateado. Confesso-te que a limitação de espalhares plasticina por tudo o que é chão, sofá, tapete, sapatos e afins neste momento me anda a deixar algo frustrado face à expetativa de a teres toda junta na tua mesa de brincadeiras