Responder a críticas por escrito é como teres uma mulher linda na tua cama e tu estares a mandar mensagens de amor para ela da sala. O email, telemóvel, carta ou outro formato não cara-a-cara são ótimos refúgios para dizer coisas que temos medo de dizer pessoalmente. Pior, nos dois primeiros há uma tendência natural para o tom agressivo subir rapidamente e haver muitas más interpretações. Pior, pior, é que todos eles provam que disseste ou que te disseram tais barbaridades. Críticas é para se fazerem cara-a-cara, excepto se tiveres a falar de uma namorada, amigo, colega que sejam psicopatas.
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139. Nunca mexas na mala de uma mulher
As malas de mulheres são como os computadores dos homens, albergam segredos infindáveis, só podem ser manuseados pelos próprios e só transintam para outros, já bem usados e muito bem revistos. Antes de mais, não questiones o porquê de tu teres só uma carteira e as mulheres terem um sem número de malas (para além da carteira em si). As malas de mulher servem para colocar todo o tipo de objetos. Nesta altura, na da tua mãe cabem colheres e refeições tuas, toalhitas tuas e um sem número de coisas dela que nunca deves questionar (baton, papel, caneta, cabos de alimentação deste e dos outros telemóveis que teve no passado, escova do cabelo, contas desde 1981, etc). O porquê de não questionares o que está na mala? Desde os primeiros anos da tua vida que vão caber, dentro dela, elementos teus essenciais à sobrevivência como os atrás (no caso agora do teu pai, telemóveis, carteira e chaves do carro). Mesmo que uma mulher diga para ires à mala dela e tirares algo, esquece, vais-te perder como o pai se perde na geladaria Santini.
121. Carrega sempre o teu telemóvel
Fiares-te que a bateria do telemóvel aguenta é como acreditares que aquela luz da reserva do carro dá para mais 500 km, experimenta. Por muito que aches que nunca acontecerá precisar de ligar para os teus pais, namorada ou amigos (varia em função da circunstância em que estiveres, mais tarde perceberás porque menciono os três), vai haver um dia em que uma bela situação inesperada vai surgir e tu não tens carga (ou até podes ter mas de outro tipo). Se tiveres acompanhado poderás ter sorte (ou muito azar, mais uma para entenderes mais tarde), caso contrário terás sempre que optar pelo “carro do Armando” (esta podes pesquisar no google). Telemóvel é para estar carregado de energia e de dinheiro para falar.
PS: este conselho não serve para me chateares a cabeça que precisas de ter um iPhone 42 para estares sempre contatável. Lembra-te que o teu pai nasceu no tempo em que haviam apenas telefones fixos. Só perto dos 30 é que surgiu o primeiro iPhone.
81. Escolhe uma música icónica para toque de telemóvel
Tendo sido registado em Vila Franca de Xira, o mais certo seria escolheres qualquer uma de tourada. No entanto, tourada deve ser um termo que já não vai fazer parte do léxico, excepto, possivelmente, aplicado ao campo amoroso. Natural de Lisboa, podes enveredar pelo “Lisboa, menina e moça” do Carlos do Carmo. Se tivesses neste momento telemóvel, sugeria por exemplo “Eu gosto de mamar nos peitos da…minha mãezinha” do Quim Barreiros. Tudo vai depender do momento em que te encontras na tua vida mas tem que ser sempre uma música icónica e que te traga boas memórias.
7. Escreve uma carta
Nasceste num mundo digital. A relação do teu pai com a tua mãe já foi daquelas que começou com a troca de SMS mas, por muito que vivas nesta era da internet e dos computadores, escreve um dia uma carta à tua avó, outra à tua mãe e duas ou três às namoradas. Quando digo escreve é com as letras todas de cada palavra e com a tua mão, papel e caneta. Se não souberes o que escrever, pode ser um simples “gosto de ti!” (com acento e tudo).
PS: se não tiveres mesmo inspirado, pede à tua mãe para te mostrar as cartas que trocámos enquanto namorámos, que estão escondidas numa das mil caixas com gravatas, cintos, fios ou afins.
