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139. Nunca mexas na mala de uma mulher

As malas de mulheres são como os computadores dos homens, albergam segredos infindáveis, só podem ser manuseados pelos próprios e só transintam para outros, já bem usados e muito bem revistos. Antes de mais, não questiones o porquê de tu teres só uma carteira e as mulheres terem um sem número de malas (para além da carteira em si). As malas de mulher servem para colocar todo o tipo de objetos. Nesta altura, na da tua mãe cabem colheres e refeições tuas, toalhitas tuas e um sem número de coisas dela que nunca deves questionar (baton, papel, caneta, cabos de alimentação deste e dos outros telemóveis que teve no passado, escova do cabelo, contas desde 1981, etc). O porquê de não questionares o que está na mala? Desde os primeiros anos da tua vida que vão caber, dentro dela, elementos teus essenciais à sobrevivência como os atrás (no caso agora do teu pai, telemóveis, carteira e chaves do carro). Mesmo que uma mulher diga para ires à mala dela e tirares algo, esquece, vais-te perder como o pai se perde na geladaria Santini.

(O único homem que conheci ter uma mala em que cabia tudo e ainda assim desconfio até hoje que era uma mulher)
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17. Corre o Olimpo dos gelados com o teu pai

Depois de teres assimilado bem o conselho número 1 – fazer desporto!!!pede ao teu pai para te levar a “correr” o Olimpo dos Gelados. Podes começar onde tudo teve origem, em Cascais, no histórico “Santini” (gelado de morango e manga – Zeus) e no menos conhecido “Tchipepa” (gelados de fruta – Poseidon). A caminho de Lisboa, pela Marginal, páras ali nas Docas na “Artisani” (mel e canela, ervas aromáticas – Afrodite), segues para a “Fragoleto” na Rua da Prata (chocolates e sabores pouco usuais – Atena) e depois para aVeneziana” nos Restauradores (morango e manga – Dioniso) . Fechas o dia na sui generis “Conchanata” (nata com molho de morango – Ares). Passa por aqui para perceber a correlação entre cada geladaria e o respectivo deus grego e assim de eu te falar do Olimpo dos Gelados. 

(Primeira geladaria a sério onde o teu pai foi – Santini Cascais)