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195. Verifica sempre se há papel higiénico no WC

Papel higiénico no WC é como combustível no carro, verificar sempre primeiro antes de “arrancares”. Assim que entras num WC para fazer cocó (em linguagem de adulto diz-se nº2, deixo-te já a nota), mesmo naqueles momentos de aflição, deves verificar logo se há papel higiénico e em quantidade aceitável. O conceito de aceitável dependerá do quão comichoso és, pois há desde o pessoal que forra a tampa da sanita pública até ao pessoal que parece limpar o rabo a meia-folha e não lava as mãos (se quiseres ser destes últimos tenho a mangueira do terraço à tua espera). Se quiseres jogar pelo seguro, nada como um pacote de toalhitas pequeno, que tanto serve para limpar o “cheiro a cavalo” debaixo dos braços como o rabinho. Nunca conheci carro nenhum do teu avô paterno que não tivesse sempre um rolo de papel higiénico e alguma vez andasse na reserva.

PS: nunca deixar essas toalhitas delicadas junto aquelas carregadas de álcool de limpar as mãos depois de as sujar no carro. Pergunta à tua mãe o que me aconteceu em Porto Covo quando eramos namorados.

PSS: se acabares o rolo de papel higiénico em casa coloca sempre um novo para a pessoa seguinte. Se for noutro local como a casa de um amigo faz o mesmo se tiver à mão (para não dares a parte fraca, esconde o cartão do rolo no bolso e coloca no lixo quando saires da casa do mesmo) 

(Nem a tecnologia te safa)
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87. Assume os teus erros

Começamos logo em pequenos a não assumir os erros, está na nossa natureza. Terás dito em tenra idade coisas como lavaste as mãos ou limpaste bem o rabinho (e estarem encardidos), que não tens trabalhos de casa (apesar da professora os ter passado), que foi um amigo teu que chutou a bola contra o vidro da janela do vizinho (mas eu é que vou ter que pagar) e, fazendo a ponte para hoje quando estiveres a ler isto, que o outro é que foi o culpado do teu carro ir para a sucata (mas o seguro só vai pagar a reparação dele e não a tua). O que aprendi do alto dos meus 34 anos (equivalentes a 20 e poucos numa mulher em termos de maturidade – não é um erro mas um facto) é que vais errar muito e vais mentir muito sobre esses erros. Pior, vais ter uma tremenda dificuldade em pedir desculpa pelo erro. Muito importante assim cinco coisas. Primeiro aprender a assumir o erro. Segundo aprender a pedir desculpa pelo mesmo. Terceiro, aprender alguma coisa com o erro. Quarto, aprender com os erros dos outros para não os fazeres. Quinto e não contraproducente com o Quarto – não ter medo de errar – a propósito sobretudo de ideias de negócio (tentar beber uma grade completa de “Mine’s” sem urinar, saltar da ponte de Vila Franca todo nú e bêbado, fazer a barba com uma faca, andar com duas miúdas ao mesmo tempo e não saberem uma da outra, entre outros que te poderei enumerar, não são erros que integrem esta categoria).
(Provavelmente ainda vai existir este sistema operativo quando perceberes de computadores. Quando o teu pai começou a mexer em computadores, 97% tinham este sistema operativo e erros era coisa que não faltava) 
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13. Não sejas supersticioso

Sem dúvida que o teu pai vai tentar que nasças com o “rabinho virado para a lua” e, assim, que tenhas toda a sorte do mundo. No fim do dia será o teu trabalho duro e o teu espírito positivo é que vão ditar o teu futuro. Se o caminho é o mais largo ou o mais estreito, depende da perspectiva com que olhares para os obstáculos. Passar debaixo de escadas, só deves evitar se o tipo que está lá em cima tiver um balde de tinta. Carro funerário, tocar no preto, sim mas sem largar o volante sobretudo se tiveres numa curva. Cruzar-te com um gato preto, pensa que és daltónico por momentos e o azar passa-te ao lado. Seguir conselhos dos mais velhos…sempre!

(A única música que o teu pai se lembra com a palavra Superstition)