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30. Celebra os teus aniversários

Acabas de fazer uma semana de vida, parabéns! Lembra-te de celebrar sempre os teus anos, seja com uma pessoa ou com um conjunto de familiares, amigos e conhecidos. Aproveita esse dia para reflectir como foi o ano que passou e o que queres para este ano que inicias agora. Não tenhas pressa em crescer, que a vida passa a correr. Saboreia cada ano, que as coisas acontecem quando têm que acontecer (ok, às vezes um pouquinho mais tarde, como a tua mãe que surgiu na minha vida quando eu já tinha desistido de encontrar alguém).

(Festa surpresa do 34º aniversário do pai organizada pela tua mãe com a presença da tia Elsa, primo Simão, tia Vera, tio Casaca, tia Sónia, tio Rente, tia Catarina e tio Ricardo) 


(Tu na barriga da tua mãe na festa dos meus 34 anos)


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28. Aprende a lida da casa

Aprender a lida da casa não faz de ti menos homem, muito pelo contrário faz de ti um homem mais capaz. Quer para viver sozinho, quer para viver acompanhado, saber lavar roupa, lavar louça, passar a ferro e limpar todas as divisões vai fazer falta. Terás nas máquinas grandes aliadas, só precisas de as encarar como mais um computador ou uma playstation. Não me esqueci aqui do cozinhar, é de propósito para o conselho seguinte.

(Primeiro equipamento doméstico do teu pai, que faz batidos e mói café, algo muito avançado quando eu era puto; o teu tio Mário certa vez a fazer um batido de cenoura desatarraxou o copo sem a base e o teu pai e os amigos ficaram todos cheios de batido)


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27. Acredita em algo superior

Acredita que há uma força maior que interfere com um conjunto de eventos na tua vida e não é mesmo o dinheiro (ajuda mas não mudará muitos eventos na tua vida). O teu pai começou a acreditar em Deus na igreja protestante, passou a acreditar em algo superior não ligado a nenhuma religião, conheceu a tua mãe que era e é muito esotérica e acredita na energia que nos rodeia e regressou a Deus na igreja católica. No fim do dia, continuo a acreditar sobretudo numa força maior que tanto ligo a Deus (católico/ protestante) como à energia no mundo. Já me safou de morrer umas quantas vezes, inexplicavelmente, como te poderei contar quando o quiseres ouvir.


(A tua avó materna pode-te cantar dezenas de hinos de cor mas deixo-te uma das músicas da minha infância que mais gostava de ouvir relacionada com essa força superior)
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26. Respeita a família

Vais ter pelo menos três famílias: a de sangue, a dos amigos e a do trabalho. A primeira deve ser a mais importante, pois é a que te criou até chegares às outras duas e está lá sempre para ti. A dos amigos é aquela que tens alimentar com frequência dando e recebendo tanto como com a de sangue. A do trabalho, regra geral é aquela que mais vai mudando ao longo do tempo, felizmente muita dela vai passando para a família dos amigos e pode passar também para a de sangue, apesar de eu ser daqueles velhos carrancas que defende o provérbio “casa onde se ganha o pão, não se come a carne”. Estima-a de igual forma e respeita todas a igual nível. Nunca caias no erro é de sobrevalorizar uma sobre as outras, pois o segredo na vida está nos equilíbrios (mas claro que o teu pai e a tua mãe têm sempre prioridade).

(O primeiro grande filme que o teu pai viu sobre a importância da Família)


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25. Ajuda alguém sempre que possas

Seja a pegar no saco das compras da vizinha velhinha, ajudar um cego na rua, ou qualquer outra forma de ajudar o próximo, sempre que tenhas oportunidade, fá-lo. Não fazes ideia da sensação que é fazer o bem pelo simples prazer de o fazer. Para teres uma ideia do quanto sabe bem, a tua avó paterna até nas compras do supermercado diz a desconhecidos se a fruta que estão a pensar levar e, que ela já comprou antes, é boa ou não. 

(Livro que explica voluntariado a crianças em que o teu pai participou com uma história pelo simples prazer de ensinar aos mais pequenos o importante que é ajudar o próximo)
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24. Trata todos por igual

No teu país como em qualquer outro, tão importante é o Presidente da República como o Homem do Lixo (não é à toa que coloco ambos em maiúscula). O trabalho de ambos tem impacto no teu dia-a-dia. Lembra-te assim de ser simpático para todas as pessoas e de igual forma. O mesmo se aplica a raças, credos, preferências sexuais, doenças ou outras formas que a sociedade encontra de diferenciar os outros. Desafio-te a saber o nome de 3 donos de café cá da terra, de uma das Sras. da 5 à Sec, de uma vendedora da praça local e do presidente da nossa Câmara.

(Primeira campanha contra a “diferença” que o teu pai se lembra em Portugal)
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23. Não prometas o que não podes cumprir

Por vezes o entusiasmo tira-te os pés da terra e podes prometer o que não consegues cumprir. Aprender a dizer não é tão importante como a dizer sim. Sobretudo assenta bem os pés na terra mas (e muita atenção a este mas) não deixes de olhar para o céu, que o desejo de chegar mais longe é o que te deve orientar na vida.

(Música que trazia o teu pai para cima e que o levava a acreditar que sabia cantar; deve ser também a primeira que deves cantar num karaoke, esta e os “peitos da cabritinha” do Quim Barreiros)

PS: O teu pai prometeu escrever uma crónica por dia mas com o teu nascimento e os dias seguintes perdeu um pouco o rumo, culpa das tuas bochechas e olhos lindos! Ainda assim, até ao final da tua primeira semana de vida, vou escrever as oito crónicas em falta à velocidade cruzeiro (para teres uma ideia são menos de 48h)
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21. Dorme umas boas horas por dia

Tenta dormir todos os dias, pelo menos, 8 horas. O teu pai nos últimos anos não tem respeitado essa prescrição médica, daí ter mais um quilos. Não é pelas coca-colas, gelados, petiscos, bolos e outros comes e bebes que já não é o Brad Pitt de Cascais, é mesmo por não dormir decentemente!


PS: Podes começar a treinar as horas de sono logo em pequeno que o pai não se importa, mesmo!

(Música que o teu pai ouvia como referência para ir para a cama quando era pequeno)
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20. Não te queixes da capacidade do teu MP3/ Telemóvel

Quando achares que o teu MP3 ou telemóvel tem pouca capacidade para juntar todas as músicas que gostas, lembra-te que o teu pai e os teu tios cresceram a ouvir música em cassetes analógicas que tinham uma média de 10 músicas e 60 minutos de capacidade, sendo que depois de 30 minutos tinhas que virar a cassete ao contrário para ouvir os outros 30 minutos. Regra geral, ou eram gravadas da rádio ou compradas na feira e, quando as querias ouvir de forma portátil, precisavas de um aparelho três vezes maior e mais pesado que o teu MP3/ telemóvel e pilhas, que nem sempre a tua avó podia comprar (regarregáveis na altura eram um mito).

(Cassete que o teu pai mais ouviu na vida)



 

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16. Lê livros

Seja no iPad, no portátil ou noutro qualquer aparelho que exista quando souberes ler, lê livros de todos os géneros e com frequência. Por muitos filmes que vejas, nada se compara à tua imaginação a preencher as imagens descritas e a aventurar-se com as personagens. Os teus pais e os teus tios têm também muitos livros da versão 1.0, isto é, em papel com páginas que te obrigam a coisas como um marcador da última página que leste, utilizar as duas mãos, letras de tamanhos diferentes. Pede-lhes sugestões e perde-te em alguns jardins ou esplanadas a lê-los sem fim.

(Primeiro livro extra-escolar que o teu pai leu com entusiasmo)