Não te vou explicar porque escolhi o conselho 69 para escrever sobre a arte de fazer o amor, vais ter que pedir à tua namorada ou a uma amiga colorida (outro conceito que não te vou explicar e que te sugiro que perguntes à amiga mais gira que tiveres na altura em que leres este conselho). Para te tornares um mestre na arte de fazer o amor sugiro-te cinco coisas: físico, confiança, audição, quilometragem e protecção. Por físico entende teres o corpo sempre impecável, “sarado” como dizem os nossos amigos brasileiros. Confiança porque as mulheres gostam de homens confiantes, ainda que não excessivamente; é como nas receitas de culinária – confiança q.b.. Audição centra-se em ouvires a tua companheira e aqui, tal como na confiança, há que ter extrema atenção à mesma para nem pecar por excesso nem por defeito, com o acréscimo de por vezes estarem-te a “dizer” uma coisa e quererem outra. Quilometragem, é mesmo ganhar experiência com muito teste e ensaio. Quase que aconselhava a tantos quilómetros como os de alguns táxis Mercedes que andam aí na praça. Último e mais importante, Protecção. É andar sempre de chapéu, dia e noite, faça chuva ou sol, estejas sóbrio ou tocado, triste ou feliz, nenhuma circunstância deve obrigar a tirá-lo, excepto se quiseres muito dar origem ao João Eusébio dos Santos Júnior. É por isso e para te lançar no bom caminho que quando fores para a escola, aos seis anos, o pai vai-te meter no bolso de trás das calças um preservativo.
(Primeiro filme que fez “despertar” o teu pai para o universo feminino; hoje dava-lhe o nome de, desculpa o baixo nível que o teu pai de vez em quando também extravasa, “O Lugar do…Vivo”; para perceberes ou não perceberes porquê, dado o mundo em que já viverás na altura em termos digitais, passa para o minuto 21)