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136. Nunca cresças

Crescer é como a tua barriga, quando é pequena toda a gente gosta dela e tu não te preocupas. Quando é grande, muitos a criticam e tu vives preocupado. Tenta manter a forma curiosa e inocente como olhas para as coisas assim como ver sempre o bem nas pessoas. Aposta  na verdade e sinceridade mesmo que às vezes te coloque numa posição desconfortável (acredita que é melhor levares umas palmadas verbais que mentires aos teus pais e apanhares umas físicas). Não te desapaixones pelo mundo e pela sua confusão e nunca percas a vontade de perceber porquê é quê as coisas acontecem assim (excepto com o nascimento dos bébés antes da puberdade. Já sabes que é a cegonha que vive atrás da nossa casa e que foi este fim-de-semana ao funeral da prima em Portimão que os traz de Paris por encomenda ao Pai Natal, quando nos portamos bem). 

(Um filme que te mostra como te manter criança em adulto)
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44. Viaja muito

Viaja pelo teu país mas e, sobretudo, por outros países e outras culturas. São um rol de experiências que vais viver. Do amor (Torre Eiffel em Paris), ao espanto (lagoa no Brasil com argila num lugar paradisíaco cuja entrada custava…50 cêntimos!) , à resignação (casa da Anne Frank em Amesterdão), à surpresa (azulejos na Tunísia que chegaram lá pela mão dos portugueses há alguns séculos), à proximidade (ver o quadro Guernica do Picasso aqui ao lado em Espanha), entre tantos outros que te desafio a descobrir. Só te sugiro duas coisas: procura locais que tenham sempre alguma história e vai acompanhado, que viagens a dois geram sempre histórias mais engraçadas e é mais seguro.

(A primeira vez que fui ao estrangeiro foi a Badajoz, aqui na vizinha Espanha em busca do melocoton, gomas e rebuçados el casero; estavam 45 graus e as lojas estavam todas fechadas; a tua bisavó paterna fartou-se de dar peiditos dizendo que eram para os espanhóis que tinham as lojas fechadas)