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170. Visita os teus pais no trabalho

Visitares o teu pai ou a tua mãe no trabalho é como algum de nós os dois te ir buscar à escola mais cedo, uma surpresa na maioria das vezes agradável. A parte que falta para serem todas as vezes no que diz respeito aos teus pais, é ir-nos visitar com segundos interesses que não o simples facto de estares com os teus pais (precisares de dinheiro, teres batido com o carro do pai, teres metido o telemóvel na máquina de lavar, dormido com a mulher do vizinho e este querer-te matar, etc). Já no teu caso, sei que quando quiseres estar com a namorada ou entre o teu grupo (tudo o resto não se justifica, porquê? porque eu digo que é assim) e aparecer lá um dos teus “cotas” (nessa altura deve ter outro nome) é chato. Neste caso mandas um sms a dizer para irmos um pouco mais tarde. Claro está que isto só é viável depois de teres 21 anos. Já teres vergonha de aparecer no trabalho dos pais por causa das outras pessoas, não precisas, pois a maioria delas já te viu sem roupa e a fazer montes de coisas disparatadas. A tua mãe e eu agradecemos sempre a tua visita, por bons motivos, entenda-se.

(PS: orgulha-te da profissão dos teus pais, não te esqueças qual é: MÉDICO!)
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169. Quando pedires licença da mesa não te justifiques

Justificares-te quando te levantas da mesa é como perguntar à mulher com quem acabaste de sair (ou de fazer outras coisas interessantes, como ouvir uma música tua, entenda-se) se gostou, é desnecessário e mostra pouca confiança. Os outros não têm interesse em saber que vais fazer chichi ou o “número 2”, que a comida que te ofereceram deixaram-te mal da barriga e tens que ir urgentemente “libertá-la”, que tu e a tua namorada trocaram olhares e precisam de ir “ouvir a tua música” para a casa de banho, que a conversa está tão aborrecida que tens que fugir dali nem que sejam 10 segundos. Pedes licença e fazes o que tiveres a fazer, procurando nunca voltar nem mal-cheiroso, nem desarrumado. 

PS: enquanto não tiveres mais de 40 anos, não te podes levantar da mesa antes de acabares o teu prato todo.

(Vê e aprende, que a Lorie Fangio não dura para sempre) 

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162. Se já marcaste a tua posição, pára de falar

As tomadas de posição são o oposto da religião, da música e do desporto, devem ser assentes em factos e não em gostos e afinidades. Se já explicaste a tua posição por um conjunto de factos e razões e o teu interlocutor continua a insistir sem factos que conduzam ao contrário, deixa-o falar que eventualmente se irá calar. O silêncio não é sempre, como diz o ditado, sinal de consentimento, pode ser muitas vezes sinal de inteligência. O teu pai insiste em continuar com a conversa, quando as pessoas já aceitaram a tomada de posição e quando estas nunca a vão aceitar. Falta-lhe a sabedoria de anos a viver com duas grandes mulheres que os teus avôs já adquiriram!

PS: só não deves escutar o interlocutor for um caso de traição da tua namorada, aí é mesmo mandar-lhe a roupa toda pela janela, chamar-lhe uns nomes “queridos” e dar-lhe “guia de marcha”. Há mais um ou dois casos mas isso deixo-te para aprenderes com a vida. 

(A tomada de posição mais memorável que me recordo)
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154. Aprende rápido

O pessoal que aprende devagar está para o mundo como os gatos que o pai diz estarem a dormir na auto-estrada. Mais do que duas vezes para aprender algo, chateia a quem explica, pelo que nada como aprenderes à primeira ou seres auto-didacta. Investe no raciocínio e na aprendizagem de coisas diferentes em mais do que uma área. Nas que fores melhor, pratica até à exaustão.

(Terás tempo de ver alguns filmes deste senhor com o Pai, o Padrinho e o tio Rente)
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152. Não fiques à entrada de uma porta, ou entras ou vais-te embora

Manter uma conversa à entrada de uma porta é como andares a dizer a uma míuda que gostas dela mas nunca dares o passo seguinte. As portas foram feitas para entrar ou sair. Podes olhar lá para dentro para ver se te interessa, entrares e saíres de imediato (aconteceu com o teu pai e um primo no “Finalmente”, história que deixarei para um novo conselho). Vais ter muitas portas na vida para abrir e fechar, nunca fiques é debaixo da ombreira, excepto se houver um terramoto.

(Don’t staaanddd onnnn the dooorrrrwaaayyyy, uhhuhuhuuu!) 
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150. Guarda uma foto da tua primeira namorada, primeiro carro e primeiro peixe

As primeiras vezes devem ser registadas e recordadas como os golos do teu Benfica. Como tal é fundamental que tenhas um registo fotográfico da tua primeira namorada, do primeiro carro e do primeiro peixe que pescares com o Padrinho Casaca. Já tenho o registo da tua primeira hora, da tua primeira laranja, do primeiro carro, e de uma série de outras primeiras. Só me esqueci do primeiro cócó mas garanto-te que estava tão entusiasmado como a ver um golo do benfica.

(No comments)
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149. Se já estiver aceso, não lhe deites mais gasolina

Brincar com “materiais” inflamáveis é como brincar com o coração de uma mulher, podes-te queimar seriamente. Pelo menos dois amigos do teu pai lembraram-se de verter combustível para cima de lume aceso para acelerar o processo de cozinha. Felizmente estão vivos para contar mas iam-se passando para o “outro lado”. Serve o mesmo para discussões que já estão num nível de decibéis ou de falta de sentido elevados. Respirar fundo, pensar um pouco e procurar solução ao invés de se focar no problema. Nem que a solução seja dar um murro (na mesa, claro, que o teu pai não é apologista da violência, só um pouquinho como com os incendiários, violadores, pessoal que faz mal a animais, que bate nas mulheres, bate na família, ditadores, que manda beatas para fora do vidro, que só sabe conduzir na fila do meio, que não faz piscas e mais uns poucos).

(Como este há dezenas no youtube)
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148. Faz uma caricatura

Se queres saber o que tens de único faz uma caricatura. Com base nela vais perceber as qualidades ou defeitos que tenhas. O teu pai a partir de uma percebeu que tinha uma monocelha, uns dentes de cavalo e uns olhos do tamanho do Titanic. A ver se não manténs a tradição.

(Bons exemplos de monocelha)
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145. Nunca respondas a críticas por escrito

Responder a críticas por escrito é como teres uma mulher linda na tua cama e tu estares a mandar mensagens de amor para ela da sala. O email, telemóvel, carta ou outro formato não cara-a-cara são ótimos refúgios para dizer coisas que temos medo de dizer pessoalmente. Pior, nos dois primeiros há uma tendência natural para o tom agressivo subir rapidamente e haver muitas más interpretações. Pior, pior, é que todos eles provam que disseste ou que te disseram tais barbaridades. Críticas é para se fazerem cara-a-cara, excepto se tiveres a falar de uma namorada, amigo, colega que sejam psicopatas.

(Conversa telefónica também não serve, ainda que seja melhor que um SMS)
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116. Mama mas não abuses

Recusar ajuda é como ter um guarda-chuva fechado quando está a chover, até te podes safar mas arriscas-te a que as coisas possam correr mal. Há que ter consciência dos teus limites, ainda que os devas sempre superar a bem da tua evolução. Nada como ter o apoio dos outros, claro está, se o oferecerem ou se a tal se predispuserem. Nunca te esqueças que os amigos servem para te ajudar mas também (e reitero o também) para tu os ajudares. Neste sentido e como diz uma caneca das Caldas em formato de peito que a tua avó Gusta tem lá em casa “mama mas não abuses”.

PS: o mesmo serve para a tua família, sobretudo o teu pai e a tua mãe!

(Se há grito de “ajuda” que gosto é este por esta banda de desconhecidos)