Responder a críticas por escrito é como teres uma mulher linda na tua cama e tu estares a mandar mensagens de amor para ela da sala. O email, telemóvel, carta ou outro formato não cara-a-cara são ótimos refúgios para dizer coisas que temos medo de dizer pessoalmente. Pior, nos dois primeiros há uma tendência natural para o tom agressivo subir rapidamente e haver muitas más interpretações. Pior, pior, é que todos eles provam que disseste ou que te disseram tais barbaridades. Críticas é para se fazerem cara-a-cara, excepto se tiveres a falar de uma namorada, amigo, colega que sejam psicopatas.
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126. Pratica bom português
Praticar bom português é como saberes beber um bom vinho, a qualidade pode estar lá mas exige estudo, prática e a adequação ao contexto. Inaceitáveis coisas como o trabalho do teu pai ser de “acessoria” de imprensa ou que este blogue seja de “concelhos” ou que “à” pouca comida no frigorífico. Aceita-se o teu “papapapa” em troca de “pai” com 11 meses mas “prontos” com 16 anos dá direito a uma semana sem iPhone 53. Para praticares bom português nada como ler muitos livros, ver muitos documentários e experiencar in loco cultura. Podes inclusive fazer uma brincadeira simples que é abrir o dicionário da tua língua e de outra língua e aprender uma palavra nova por dia. O teu pai por exemplo aprendeu a não ser “chambão” com este conselho (e também que “cabrão” é o marido da cabra mas levas palmada ou vais para a rua se o disseres).
110. Compra um casa com lareira
Uma casa com lareira é como uma terra com uma tasquinha típica, ambos são dispensáveis mas trazem um conforto que não tem impar. Há anos que o teu pai sonha com uma casa com lareira mas ainda não foi desta ou melhor foi mas…é uma lareira eléctrica cujas chamas são uma luz que apagas e acendes com uma resistência por baixo que dá calor. Nada como o crepitar da lenha, o cheiro a madeira queimada e a cor das brasas. Imaginar tudo isso, com neve lá fora e tu com a tua namorada numa manta no chão com um bom vinho e comidinha da boa é imaginares um dos maiores sonhos do teu pai. A primeira lareira em que tive foi a da tua bisavó onde o teu avô Tino nasceu que ainda lá está rija e preta com alguns banquinhos pequenos onde eu e os teus tios se sentavam. Fumei lá algumas palhas e a tua bisavó fazia lá uma sopa de feijão numa panela de três pés e umas chouriças de fumeiro que numa mais comi igual. Por isso, casa só com lareira de lenha, nada daquelas com caganitas de cabra ou aquecimentos centrais.
65. Pára para pensar com frequência
Vou-te confessar um grande problema que a sociedade actual em que nasceste tem – a maioria das pessoas tem medo de parar para pensar nas suas vidas! Arranjam-se 30 mil coisas para ocupar o dia e assim não pensar o que realmente se quer fazer para a frente. É quase indiferente a idade, género, formação, ou qualquer outro factor, poucos tiram 10 minutos do seu dia para pensar nos próximos 50 anos que lhe faltam. Neste sentido, em silêncio, em debate com a família, com os amigos, a namorada, o cão, a almofada, o canário de plástico do chinês, o teu desperdício no WC, o que seja, pára para pensar com frequência. Mais, pensa diferente!
PS: No entanto, e muito importante, pensa mas não penses em demasia, pois se pensares demais acabas por não fazer nada com medo das consequências.
20. Não te queixes da capacidade do teu MP3/ Telemóvel
Quando achares que o teu MP3 ou telemóvel tem pouca capacidade para juntar todas as músicas que gostas, lembra-te que o teu pai e os teu tios cresceram a ouvir música em cassetes analógicas que tinham uma média de 10 músicas e 60 minutos de capacidade, sendo que depois de 30 minutos tinhas que virar a cassete ao contrário para ouvir os outros 30 minutos. Regra geral, ou eram gravadas da rádio ou compradas na feira e, quando as querias ouvir de forma portátil, precisavas de um aparelho três vezes maior e mais pesado que o teu MP3/ telemóvel e pilhas, que nem sempre a tua avó podia comprar (regarregáveis na altura eram um mito).
19. Fotografa todos os momentos importantes da tua vida
Infelizmente quando o teu pai era pequeno não havia máquinas digitais e daí só ter uma foto em bébé. Hoje podes tirar com a máquina fotográfica, com o telemóvel, com o computador e quando fores grande até desconfio que com o frigorífico! Não penses que dá para tirar amanhã uma foto de um momento importante, tira logo, mesmo que a câmara não seja grande coisa. Regista os bons e os maus momentos para te lembrares mais tarde, pois tal como nos trabalhos, aprendes sempre aquelas duas coisas chave: o que queres e o que não queres para o futuro.



