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113. Define resoluções para o ano seguinte

As resoluções de fim-de-ano são como o ginásio, sabes que te ajudam sobremaneira mas são difíceis de seguir todos os dias. É importante a cada ano ir sempre melhorando aspectos em ti, mais não seja pela questão de mudar. Algumas resoluções que te sugiro desde já: 
– Dizer à minha mãe todos os dias que é bonita (sem segundas intenções)
– Ver séries de animais e de como as coisas são feitas com o meu pai e gostar (sem que ele me pague)
– Gostar da escola (sem ser pelas miúdas e amigos)
– Respeitar todas as miúdas (sobretudo as dos amigos e a com que estás nesse momento)
– Não ficar zangado com os beijos peludos e com saliva das tias do pai
– Beber com conta, peso e medida (alcóol e não água)
– Alimentar-me de forma saudável (isto é, 1 coca-cola por semana e não 1 em todos os pequeno-almoços)
– Andar devagar (de carro, mota ou bicicleta mas mais rápido quando ando a pé)
– Ficar feliz com o que tenho (iPhone 25S, iPad 46 e todas as outras iPorras)
Mas e sobretudo
– Respeitar toda a gente (não continuar a fazer “piretes” para o vendedor imobiliário que vendeu a casa ao meu pai há 30 anos, porque o meu pai mandou nas costas da minha mãe, aos adeptos do Sporting e do Porto, ao dono do café de baixo que não me deixa dormir bem desde 2012, meter-me com a filha do 5A ao mesmo tempo que com a filha do 4B e a advogada do 2D)

(Pareceu-me o vídeo mais sensato que podia colocar depois das resoluções que te propus)
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112. Recorre ao SOS

Em Portugal o número para SOS em geral é o 112O teu pai tem um conceito de SOS próprio – Só Os que nos Safam que compreende quatro números:
– Número do Pai – quando fizeste borrada da grossa que a tua mãe não deve saber
– Número da Mãe – quando fizeste borrada da grossa que o teu pai não deve saber
– Número dos Avós – quando fizeste borrada da grossa que nem a tua mãe nem o teu pai devem saber
– Número do principal Amigo – quando fizeste borrada da grossa que nem a tua mãe, pai ou outros membros da família devem saber 

(Para veres como o SOS tradicional funciona)    
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111. Diverte-te à grande nas passagens de ano

A passagem de ano é quase como o Carnaval, dá para fazer de tudo um pouco e ninguém leva a mal (ou deve levar). Excluem-se deste leque coisas como: bebedeiras que não te lembras do que aconteceu, traições de namoradas, conduzir bêbado, estragar a casa dos teus pais, não confundir o urinol com a passagem e…mais nada que este dia é para “arrebentar”! Com a namorada apenas ou com amigos (família é dia 24 e 25 de Dezembro) aproveita cada passagem de ano de forma única.

PS: desculpa mais uma vez estar em falta contigo com estes conselhos mas uma das minhas resoluções para 2013 é não falhar diariamente com os mesmos. Já agora sobre resoluções…espera pelo meu conselho seguinte de hoje.

  (Uma das músicas que mais te cantei no teu primeiro ano de vida)
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110. Compra um casa com lareira

Uma casa com lareira é como uma terra com uma tasquinha típica, ambos são dispensáveis mas trazem um conforto que não tem impar. Há anos que o teu pai sonha com uma casa com lareira mas ainda não foi desta ou melhor foi mas…é uma lareira eléctrica cujas chamas são uma luz que apagas e acendes com uma resistência por baixo que dá calor. Nada como o crepitar da lenha, o cheiro a madeira queimada e a cor das brasas. Imaginar tudo isso, com neve lá fora e tu com a tua namorada numa manta no chão com um bom vinho e comidinha da boa é imaginares um dos maiores sonhos do teu pai. A primeira lareira em que tive foi a da tua bisavó onde o teu avô Tino nasceu que ainda lá está rija e preta com alguns banquinhos pequenos onde eu e os teus tios se sentavam. Fumei lá algumas palhas e a tua bisavó fazia lá uma sopa de feijão numa panela de três pés e umas chouriças de fumeiro que numa mais comi igual. Por isso, casa só com lareira de lenha, nada daquelas com caganitas de cabra ou aquecimentos centrais.

(Na ausência de lareira em casa, podes colocar este vídeo no teu PC, tablet, whatever com som alto)
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109. Apanha chuva

Às plantas ajuda a crescer, aos homens ajuda a enrijar e às mulheres…estraga o cabelo! O teu pai antes de conhecer a tua mãe apanhava chuva para não se constipar e nunca tomava medicamentos. Depois de conhecer a tua mãe, deixei de apanhar, constipo-me mais, é sempre duas caixas de Cêgripe e raramente me curo depressa. Para além de fazer bem a quase tudo (excepto quando causa enchentes e afins), e de te poderes divertir à grande com ela (vais ter também uns botins vermelhos como eu tive para chapinhar nas poças), tens uma série de filmes e músicas fabulosos onde a chuva tem papel brilhante. Deixo-te dois:

(Certa vez na Dinamarca o teu pai tentou imitar este senhor e a tua mãe e tia morreram de vergonha)
(Se encontrares música mais bonita que esta sobre chuva, dou-te…um novo par de botins!)
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107. Mete-te na tua vida

Quereres meter-te em tudo é como ires a uma geladaria e queres comer todos os sabores, no fim é certo que vai dar o “número 2” que fazes na fralda. Em geral, deves intervir na vida dos outros quando te pedem, caso contrário deixa-te estar quieto. Excepção feita se tiveres algum familiar ou amigo a cometer um grande erro (por grande erro entenda-se erros que a grande maioria das pessoas sensatas que conheces também acha que é um erro). O mesmo serve para as conversas. Só deves falar quando perceberes do assunto. Como ainda está para nascer o homem ou máquina que fale sobre tudo acertadamente (apesar da internet e do Google estarem quase lá), nada como ouvir.

 
PS: desculpa a ausência mas o teu pai explica-te nos próximos conselhos o porquê de ter desaparecido
 
(A única música que encontrei que podes ouvir vezes sem conta para te relembrar de te meteres na tua vida)
 
 
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101. Aprende a tocar algum instrumento

Na vida podes ter várias formas de aliviar o stress. Para o teu pai uma das principais é a música. Podes ouvir mas acho melhor tocar. Nunca toquei nada de jeito, apesar de ter tido um órgão electrónico. Neste só tinha jeito para tocar no botão de demo, que colocava a tocar a música mais conhecida do Richard Clayderman. Ainda me inscrevi na tuna da universidade para tocar “órgão genital” mas não fui chamado. Se havia instrumento que gostava de saber tocar era mesmo saxofone. Dou-te liberdade para escolheres o que queiras, desde que não seja bateria cá em casa.  

(Uma das músicas que mais ouvi com a tua mãe e que sempre tive pena de não lhe poder tocar no saxofone)
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96. Tem o armário dos medicamentos sempre atestado

Ainda acredito que para uma boa parte das nossas doenças, o remédio certo é o…tempo. No entanto, areias nos rins e um tremenda dor de garganta hoje, entre outras mazelas, há muito que me fizeram acreditar na medicina tradicional. Nesse sentido, nada como teres sempre o armário atestado de medicamentos básicos como ben-u-ron, aspirina c, sargenor 5 e, lá para os 102 anos, um comprimido azul que veio ajudar muitas casas de família. 


PS: quando a medicina tradicional não tiver remédio, experimenta a medicina alternativa que te sugeri no conselho anterior (dentro dos limites do razoável, que há por aí muita coisa estranha). O teu pai acaba de beber um chá de limão, gengibre e alho para a garganta e de facto melhorei, pois só consigo pensar no mau hálito e no estômago revolto.  


(O tipo de medicina que te desaconselho)
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95. Experimenta coisas alternativas

Se calhar estou a dizer-te para experimentares coisas alternativas e quando estiveres a ler este conselho possivelmente já és mestre de Reiki, tens uma grande rasta, vestes roupa orgânica e és vegan. Ia sugerir-te começares pela música e cinema alternativo acompanhado de uma boa refeição alternativa, como a vegetariana ou macrobiótica. Bem cozinhado o seitan e o tofu superam muitos bifes. Experimenta depois medicinas alternativas como a acunpuntura (como já levaste umas poucas “picas” com três meses e só choraste nas últimas duas deves ter a tolerância ás agulhas que eu não tenho) ou o reiki. Termino com algo que gosto muito, é difícil mas não tem custos que é a meditação (começa com a guiada e depois faz sozinho, faz melhor que muitas bebi…horas de sono).

(Deixo-te com a música alternativa que mais ouvi provavelmente até hoje)