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90. Experimenta a vida de campo

Pelo caminho do país hoje, se calhar quando tiveres idade para trabalhar ser pastor será uma profissão bem paga. Até lá, nada como experimentares por temporadas a vida do campo. Como vida do campo entende uma vida em que acordas cedo sem despertador e com o barulho de pássaros e não de carros. Tomas um pequeno-almoço com café de púcara, pão cozido feito por ti que dura uma semana e sabe a pão, enchidos, queijos e se o dia for intenso até um copito de vinho ou bagaço. Vais para o campo com uma “bucha” (pão, chouriço e uma navalhita) para meados da manhã e dás-lhe forte com o físico no meio de um terreno, seja a cavar batatas, apanhar uvas ou outro. Depois da bucha, mais trabalho físico até à hora de almoço (tudo orientado sem relógio e gerido pelo ritmo dos “antigos”). Almoço e trabalhar até ao pôr-do-sol. Tomar um banho de regador, com água aquecida a lenha e ir beber um copo de três ao tasco local e bater uma sueca com a malta local que deve ter sempre uma alcunha, antes ou depois da janta. Pelo meio, nem telemóveis, PCs, televisão ou horário muito organizado. Vais ver o que a tua cabeça de agradece.

PS: podes substituir um dia de cavar a terra por um dia de pastorícia. Aparentemente chato mas algo que te desacelera completamente e te permite uma ligação com a natureza ímpar, só comparável quando fazes amor ao ar livre na praia ou num prado (dizem, que eu não percebo nada disso).

(Sem comentários. Só mesmo para te divertires com uma rapaziada que era fortíssima por esta altura – os Gato Fedorento)