Visitares o teu pai ou a tua mãe no trabalho é como algum de nós os dois te ir buscar à escola mais cedo, uma surpresa na maioria das vezes agradável. A parte que falta para serem todas as vezes no que diz respeito aos teus pais, é ir-nos visitar com segundos interesses que não o simples facto de estares com os teus pais (precisares de dinheiro, teres batido com o carro do pai, teres metido o telemóvel na máquina de lavar, dormido com a mulher do vizinho e este querer-te matar, etc). Já no teu caso, sei que quando quiseres estar com a namorada ou entre o teu grupo (tudo o resto não se justifica, porquê? porque eu digo que é assim) e aparecer lá um dos teus “cotas” (nessa altura deve ter outro nome) é chato. Neste caso mandas um sms a dizer para irmos um pouco mais tarde. Claro está que isto só é viável depois de teres 21 anos. Já teres vergonha de aparecer no trabalho dos pais por causa das outras pessoas, não precisas, pois a maioria delas já te viu sem roupa e a fazer montes de coisas disparatadas. A tua mãe e eu agradecemos sempre a tua visita, por bons motivos, entenda-se.
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168. Aponta os teus sonhos
Os sonhos são como a chuva, são temporários e podem fazer um bem ou mal danado. Os sonhos que falo aqui são mesmo aqueles que tens quando estás a dormir, os outros são objetivos na vida. Vais ter vários tipos de sonhos que se dividem em duas categorias ciêntificas segundo o meu estudo analítico de milhares sonhos, os positivos (sonhos) e os negativos (pesadelos). Dentro de cada categoria vais descobrir subcategorias. Nos positivos, há os de projeção que mostram coisas que queres ser e fazer, os quais tens que apontar mesmo ao detalhe. Há os de bem estar rocambolescos, em que és um super herói ou um grande lutador. Há depois uns em que acordas “molhado” (esses explico-te mais tarde ou deixo-te descobrir sozinho). Nos negativos, para mim não há categorias, são todos aqueles que te deixam aflito, stressado, cansado, preocupado, suado, revoltado, agoniado, e tudo acabado em -ado. Há ainda um sonho que está no meio termo entre o sonho e o pesadelo que é aquele em que sonhas que estás bem, a aliviar a bexiga, e acordas e estás todo mijado. Estes não precisas de apontar.
166. Faz resoluções de ano novo
As resoluções de ano novo são como os carros, deves sonhar com um Ferrari mas começares com um Mini Cooper S ou um Fiat Punto GT. É importante definires todos os anos elementos da tua pessoa que queres melhorar e metas que queres atingir. Podes sonhar mas sê realista para não te sentires frustrado no final do ano. Do alto dos meus 35 sugiro seres mais comedido, que o gozo de ultrapassar sobremaneira um objetivo é fabuloso. Define até objetivos intermédios para te motivares mais. Um alerta, objetivos como ter positiva a todas as disciplinas, apanhar menos que cinco bebedeiras, andar no máximo com duas miúdas ao mesmo tempo, são inválidos. Perante dúvidas do que são ou não bons objetivos, tens duas hipóteses, eu ou a tua mãe e este pode ser um objetivo ad eternum “ouvir sempre os meus pais que eles têm mais experiência que eu e são colossos intelectuais”.
(Um bom conjunto de resoluções)
165. Aprende a comer de boca fechada
Comer de boca aberta é como ir a uma casa de banho pública e largar uns valentes traques, pode-te saber bem mas é uma valente falta de educação. O prazer da comida está em mastigar devagar, saboreando o que comes, sem necessidade de mostrares o “bolo alimentar” que tens na boca aos outros. Entusiasma-te na conversa, na descoberta dos ingredientes, no vinho, nas miúdas giras da mesa ao lado mas nem fales de boca cheia, nem respires ar pela boca enquanto comes. Tens algo com duas entradas logo acima da boca para o efeito chamado…nariz.
(Penso que em 14 segundos provei o porquê deste conselho)
164. Diz ao pai natal o que queres, que ele não adivinha os teus pensamentos
O pai natal é como o teu avô Elias, divertido, sempre disposto a te ajudar mas a precisar que lhe expliques se a força que estás a fazer é para chegar à aparelhagem ou encher a fralda. Escreve uma carta ou um email ao pai natal a dizer o que queres para lhe facilitar a vida. Deixo-te já o email: joaotrab@gmail.com. É igual ao do teu pai, só que vai direto à caixa de correio do pai natal, acredita em mim.
163. Oferece à tua companhia o melhor lugar
A boa educação é como o bom vinho, nunca são a mais. Perante as variadas situações em que estejas com alguém e que haja lugares por opção, oferece a essa pessoa o melhor lugar disponível. Particular atenção se for a tua namorada, mulher ou desejada companhia horizontal, os teus pais, os teus avós ou maiores amigos. Desrespeita esta regra quando a pessoa com que estás for o maior azeiteiro, um filho da mãe ou algum dos seguintes animais: um porco, uma ovelha ranhosa ou um cabrão (marido da cabra, vai ver ao dicionário).
http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/FBv0MNZyq94DS88qs4EQ/mov/1
162. Se já marcaste a tua posição, pára de falar
As tomadas de posição são o oposto da religião, da música e do desporto, devem ser assentes em factos e não em gostos e afinidades. Se já explicaste a tua posição por um conjunto de factos e razões e o teu interlocutor continua a insistir sem factos que conduzam ao contrário, deixa-o falar que eventualmente se irá calar. O silêncio não é sempre, como diz o ditado, sinal de consentimento, pode ser muitas vezes sinal de inteligência. O teu pai insiste em continuar com a conversa, quando as pessoas já aceitaram a tomada de posição e quando estas nunca a vão aceitar. Falta-lhe a sabedoria de anos a viver com duas grandes mulheres que os teus avôs já adquiriram!
PS: só não deves escutar o interlocutor for um caso de traição da tua namorada, aí é mesmo mandar-lhe a roupa toda pela janela, chamar-lhe uns nomes “queridos” e dar-lhe “guia de marcha”. Há mais um ou dois casos mas isso deixo-te para aprenderes com a vida.
161. Não tenhas medo de ser o primeiro (anda no carro da frente da montanha-russa)
O carro da frente da montanha-russa é como o primeiro beijo numa mulher, a excitação deve ser maior que o medo e tudo o que vem depois é fabuloso. Não fujas de seres o primeiro a fazer as coisas (desde que não sejam estúpidas como beber uma grade de “Mine’s” sem ir ao WC ou iniciar uma porrada contra dez sem a presença do teu padrinho). Por isso, quando vires uma “montanha-russa” pede para ires à frente.
160. Não compliques
A simplicidade é como uma auto-estrada, é tão fabulosa e direta que temos sempre que lhe colocar portagens. O Português em geral é um ser que gosta de complicar as situações. Mesmo planeando com antecedência tem uma tendência natural para ter que resolver um conjunto de questões à última da hora. Gosta de recorrer ao Dr., ao Eng., ao Sr. Arquitecto, que se mande um fax ou um email ao cuidado deste he-man (procura no google mas foi um grande senhor do universo) que parece ter dez secretárias com quem temos que falar antes de chegar a ele. Gosta de adiar as respostas com medo de as tomar ou magoar com um redondo não, logo na primeira abordagem. Uma coisa é sensibilidade pelo próximo; outra coisa é complicar situações que são simples. Procura a simplicidade e a resposta direta, a organização e o planeamento e sobretudo não tires os objetivos da cabeça em nenhum momento. Estes devem orientar o teu caminho com a maior clareza possível.
PS: atenção às respostas/ caminhos que podem magoar sobremaneira as pessoas, apesar de serem os mais indicados. Treina ao máximo a melhor forma de as transmitir
159. Não sejas vingativo
Uma pessoa vingativa é como um cão raivoso, podes-lhe fazer festas e acalmá-la mas nunca vai deixar de morder. A tua mãe do alto do segundo nível de Reiki (e não, não é uma peça de sushi), de um curso de reflexologia e de um bom número de livros da área lidos, diria que o universo responde-te da forma como o tratas. O teu pai diz-te que os maus vinhos fazem-te gases, afetam, alargadamente, o teu corpo e mente e deixam-te muito pouco apetecível como companhia. Deixa que o mal flua para o universo – palavras da tua mãe. Deixa que o mal flua pela garganta abaixo em forma de um gin fresquinho e que saia em formato acastanhado pela sanita abaixo – palavras do teu pai.
