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191. Não mandes os "macacos" para baixo da cama

Mandares macacos para baixo da cama é como teres algumas negativas na escola e dizeres-me que está a correr bem, mais cedo ou mais tarde vamos-te apanhar e vais passar vergonha. Existem lenços de papel ou casa de banho onde os podes depositar, pelo que nem debaixo da cama nem debaixo da mesa de jantar. Se quiseres até os podes colocar num pouco de papel higiénico e fazer uma cerimónia fúnebre na sanita (ao dia de hoje costumas fazê-lo, por exemplo, quando levo uma fralda bem composta com um sonoro – “ADEUS COCÓ!”).

(É uma das tuas músicas favoritas do momento e até nos obrigas a cantá-la traduzida algumas cinco vezes de seguida mas já te questionaste porque os macacos caem da cama e se magoam? Porque têm que ir para o lixo ou pela sanita abaixo!)
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178. Não sejas um cobarde da net

Um cobarde da net é como um adepto que chama nomes ao treinador do terceiro anel. Apesar da internet ser anárquica e poderes dizer o que quiseres sem ninguém te fazer mal, isso não te dá o direito de faltares ao respeito a alguém, ou pior, gozares sem escrúpulos da miséria alheia. Basta leres os comentários a muitas notícias tristes do dia-a-dia para veres a quantidade de desumanidade, estupidez e grande cobardia que por aí anda atrás de um teclado de computador. Se queres comentar cobardemente , desliga o computador ou o telemóvel e sai à rua e corre, olha para o céu, manda uma mensagem positiva a alguém, faz alguma coisa que te torne uma pessoa melhor. Cocó, como estás a aprender agora, pertence ao penico, não à net.

(Não sejas um imaturo, um “cocô” da net, se não o Cobra apanha-te)
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169. Quando pedires licença da mesa não te justifiques

Justificares-te quando te levantas da mesa é como perguntar à mulher com quem acabaste de sair (ou de fazer outras coisas interessantes, como ouvir uma música tua, entenda-se) se gostou, é desnecessário e mostra pouca confiança. Os outros não têm interesse em saber que vais fazer chichi ou o “número 2”, que a comida que te ofereceram deixaram-te mal da barriga e tens que ir urgentemente “libertá-la”, que tu e a tua namorada trocaram olhares e precisam de ir “ouvir a tua música” para a casa de banho, que a conversa está tão aborrecida que tens que fugir dali nem que sejam 10 segundos. Pedes licença e fazes o que tiveres a fazer, procurando nunca voltar nem mal-cheiroso, nem desarrumado. 

PS: enquanto não tiveres mais de 40 anos, não te podes levantar da mesa antes de acabares o teu prato todo.

(Vê e aprende, que a Lorie Fangio não dura para sempre) 

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107. Mete-te na tua vida

Quereres meter-te em tudo é como ires a uma geladaria e queres comer todos os sabores, no fim é certo que vai dar o “número 2” que fazes na fralda. Em geral, deves intervir na vida dos outros quando te pedem, caso contrário deixa-te estar quieto. Excepção feita se tiveres algum familiar ou amigo a cometer um grande erro (por grande erro entenda-se erros que a grande maioria das pessoas sensatas que conheces também acha que é um erro). O mesmo serve para as conversas. Só deves falar quando perceberes do assunto. Como ainda está para nascer o homem ou máquina que fale sobre tudo acertadamente (apesar da internet e do Google estarem quase lá), nada como ouvir.

 
PS: desculpa a ausência mas o teu pai explica-te nos próximos conselhos o porquê de ter desaparecido
 
(A única música que encontrei que podes ouvir vezes sem conta para te relembrar de te meteres na tua vida)
 
 
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43. Mantém-te a par do que se passa no mundo

Terás mais acesso a informação que qualquer geração anterior à tua (para teres uma ideia a tua bisavó não sabe ler nem escrever). Neste sentido, mantém-te a par do que se passa de mais importante nos principais sectores da sociedade em Portugal e no mundo. Uma pessoa informada tem sempre mais trunfos perante, praticamente, todas as situações da vida. Já viste que não sabes como um carro é feito? Ou algo tão simples como o papel? E não me respondas que é para isso que existe o Continente. Para te habituares o teu vai pôr-te a ver logo cedo programas como “Man Vs Wild” ou “How is it made” e a ler livros e jornais (começas logo na casa de banho quando estiveres a aprender a fazer cócó; fica já a explicação para o mistério de em muitas casas de banho encontrares revistas, as pessoas gostam de se actualizar aí, não tendo nada a ver com prisão de ventre ou afins).

(Primeiro jornal que o teu pai leu)