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195. Verifica sempre se há papel higiénico no WC

Papel higiénico no WC é como combustível no carro, verificar sempre primeiro antes de “arrancares”. Assim que entras num WC para fazer cocó (em linguagem de adulto diz-se nº2, deixo-te já a nota), mesmo naqueles momentos de aflição, deves verificar logo se há papel higiénico e em quantidade aceitável. O conceito de aceitável dependerá do quão comichoso és, pois há desde o pessoal que forra a tampa da sanita pública até ao pessoal que parece limpar o rabo a meia-folha e não lava as mãos (se quiseres ser destes últimos tenho a mangueira do terraço à tua espera). Se quiseres jogar pelo seguro, nada como um pacote de toalhitas pequeno, que tanto serve para limpar o “cheiro a cavalo” debaixo dos braços como o rabinho. Nunca conheci carro nenhum do teu avô paterno que não tivesse sempre um rolo de papel higiénico e alguma vez andasse na reserva.

PS: nunca deixar essas toalhitas delicadas junto aquelas carregadas de álcool de limpar as mãos depois de as sujar no carro. Pergunta à tua mãe o que me aconteceu em Porto Covo quando eramos namorados.

PSS: se acabares o rolo de papel higiénico em casa coloca sempre um novo para a pessoa seguinte. Se for noutro local como a casa de um amigo faz o mesmo se tiver à mão (para não dares a parte fraca, esconde o cartão do rolo no bolso e coloca no lixo quando saires da casa do mesmo) 

(Nem a tecnologia te safa)
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193. Lembra-te dos pequenos

Os pequenos são como as tuas fraldas, tu não sabes como elas aparecem mas tens sempre o rabinho limpinho. Na tua vida vão passar um sem número de pessoas que darão contributos menores ou maiores, sejam a nível profissional ou pessoal. Os que quero que lembres hoje (e no máximo de dias do ano) é daqueles mesmo pequeninos que sem eles não terias alcançado bons resultados. Pode ser dinheiro, uma prenda simbólica, um convite para beber um copo ou mesmo um simples obrigado público. Os grandes é fácil lembrares-te mas os pequenos são tão ou mais importantes na tua vida. Eu agradeço à tua avó por quando deixo os sapatos a secar de uma chuvada, ela ao invés de os arrumar apenas, engraxa-os sempre ou por arrumar a roupa do pai nas gavetas apesar do pai ter uma ordem específica de arrumação (e ficar quase tudo ao contrário). 

(Todos diferentes/ todos iguais como dizia uma campanha contra o racismo quando o pai era “piqueno”)