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58. Aprende a nadar

Apesar do teu pai ter nascido e vivido 30 anos em Cascais e a tua mãe ser do Ribatejo mesmo juntinho ao rio, nenhum de nós sabe nadar. Tudo se deve a uma das primeiras músicas rap que surgiram em Portugal que a nossa geração gostava muito, nomeadamente o “Não Sabe Nadar” dos Black Company. Nada disso, não calhou. Mas tu não podes cometer o mesmo erro que nós. Saber nadar é crucial, quer para desfrutares da praia em pleno (os teus pais adoram o mar mas só podem ficar à bordinha), quer para qualquer ocorrência inesperada. O teu pai viveu uma cheia em Cascais (e salvou um cão de se afogar mesmo sem saber nadar; a água não chegava ao joelho, diga-se), o teu avô três e Vila Franca de Xira no passado era frequente ter as ruas inundadas.

(A única vez que o teu pai ficou sem pé no mar, diz a tua mãe que os meus olhos ficaram iguais aos do Coyote da banda desenhada quando via que o chão já não existia debaixo dos pés)
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39. Conhece de cor a tua terra

Começa pelos melhores sítios para comer e beber e daí parte para os monumentos, museus e outros locais históricos. Tendo essa base, descobre as verdadeiras pérolas da tua terra. Aponto-te já uma da tua terra e da tua mãe e outra da do teu pai, claro está associado a comida. Em Vila Franca de Xira tens junto ao Pingo Doce um dos melhores sítios para comer courato de todo o Portugal, é tão refundido que só descobri o nome hoje, passado vários anos a viver cá (“O Túnel”). Em Cascais, deixo-te a “Fonte”, um restaurante perdido em Alcabideche, ainda longe do tradicional Guincho onde comes mais barato marisco que na linha turística junto ao mar.

(Mariscada da “Fonte”, regra geral o teu pai comia uma para três com o teu tio Casaca)