As expetativas que temos por alguns dos outros são como as imagens do fast food, a promessa é muita mas o resultado final fica quase sempre aquém. Se a tua experiência passada com algumas pessoas é negativa, conta sempre com o pior dessas pessoas. Se corresponder, não te desiludes. Se tiverem um desempenho melhor, como diria o nosso ex-primeiro ministro, “porreiro pá”. Não cometas é o erro de ir ao fast food sempre com a esperança de que vai sair de lá uma refeição igual à publicitada. É muito comum fazermos isso e o que te espera é uma desilusão. Muita atenção também para não seres tu uma imagem de fast food. É preferencial prometeres sempre menos e surpreenderes pela positiva. Conseguir gerir bem expetativas é um “trabalho sempre em progresso” que nunca deves deixar de otimizar e acredita que vais falhar muitas vezes.
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170. Visita os teus pais no trabalho
Visitares o teu pai ou a tua mãe no trabalho é como algum de nós os dois te ir buscar à escola mais cedo, uma surpresa na maioria das vezes agradável. A parte que falta para serem todas as vezes no que diz respeito aos teus pais, é ir-nos visitar com segundos interesses que não o simples facto de estares com os teus pais (precisares de dinheiro, teres batido com o carro do pai, teres metido o telemóvel na máquina de lavar, dormido com a mulher do vizinho e este querer-te matar, etc). Já no teu caso, sei que quando quiseres estar com a namorada ou entre o teu grupo (tudo o resto não se justifica, porquê? porque eu digo que é assim) e aparecer lá um dos teus “cotas” (nessa altura deve ter outro nome) é chato. Neste caso mandas um sms a dizer para irmos um pouco mais tarde. Claro está que isto só é viável depois de teres 21 anos. Já teres vergonha de aparecer no trabalho dos pais por causa das outras pessoas, não precisas, pois a maioria delas já te viu sem roupa e a fazer montes de coisas disparatadas. A tua mãe e eu agradecemos sempre a tua visita, por bons motivos, entenda-se.
169. Quando pedires licença da mesa não te justifiques
Justificares-te quando te levantas da mesa é como perguntar à mulher com quem acabaste de sair (ou de fazer outras coisas interessantes, como ouvir uma música tua, entenda-se) se gostou, é desnecessário e mostra pouca confiança. Os outros não têm interesse em saber que vais fazer chichi ou o “número 2”, que a comida que te ofereceram deixaram-te mal da barriga e tens que ir urgentemente “libertá-la”, que tu e a tua namorada trocaram olhares e precisam de ir “ouvir a tua música” para a casa de banho, que a conversa está tão aborrecida que tens que fugir dali nem que sejam 10 segundos. Pedes licença e fazes o que tiveres a fazer, procurando nunca voltar nem mal-cheiroso, nem desarrumado.
PS: enquanto não tiveres mais de 40 anos, não te podes levantar da mesa antes de acabares o teu prato todo.
168. Aponta os teus sonhos
Os sonhos são como a chuva, são temporários e podem fazer um bem ou mal danado. Os sonhos que falo aqui são mesmo aqueles que tens quando estás a dormir, os outros são objetivos na vida. Vais ter vários tipos de sonhos que se dividem em duas categorias ciêntificas segundo o meu estudo analítico de milhares sonhos, os positivos (sonhos) e os negativos (pesadelos). Dentro de cada categoria vais descobrir subcategorias. Nos positivos, há os de projeção que mostram coisas que queres ser e fazer, os quais tens que apontar mesmo ao detalhe. Há os de bem estar rocambolescos, em que és um super herói ou um grande lutador. Há depois uns em que acordas “molhado” (esses explico-te mais tarde ou deixo-te descobrir sozinho). Nos negativos, para mim não há categorias, são todos aqueles que te deixam aflito, stressado, cansado, preocupado, suado, revoltado, agoniado, e tudo acabado em -ado. Há ainda um sonho que está no meio termo entre o sonho e o pesadelo que é aquele em que sonhas que estás bem, a aliviar a bexiga, e acordas e estás todo mijado. Estes não precisas de apontar.
167. Não confudas granizo com granito ou neve
O granizo está para o granito como uma erecção de um idoso está para a de um puto de 18 anos. Há meia dúzia de dias caiu uma carrada de granizo em Lisboa e um conjunto de típicos moradores do litoral como o teu pai diziam ser neve. Só mexi duas vezes na vida em neve. A primeira foi na berma da estrada e estava tão castanha como algumas das “prendas” que deixas nas fraldas mas, raios, foi a primeira vez que o teu pai viu e queria mexer-lhe. A segunda já não me lembra quando ocorreu mas foi igualmente na Covilhã e olha que entre neve e granizo, a primeira é mais macia que aqueles pedaços de gelos bons para um gin ou moranguito (duas bebidas que vais poder conhecer aos 21 anos). Já confundir granizo com granito é confundires um pedaço de gelo com uma pedra rija para cornos (perdão, rija como as tuas avós, que anda aí muito “corno” que é “mole” como te explicarei num outro conselho). Por isso, já sabes, granizo não é granito e também não é neve. Neve é uma ereção num velhote de cento e picos anos, é fofinha (serve para ele não fazer chichi nos pés).
166. Faz resoluções de ano novo
As resoluções de ano novo são como os carros, deves sonhar com um Ferrari mas começares com um Mini Cooper S ou um Fiat Punto GT. É importante definires todos os anos elementos da tua pessoa que queres melhorar e metas que queres atingir. Podes sonhar mas sê realista para não te sentires frustrado no final do ano. Do alto dos meus 35 sugiro seres mais comedido, que o gozo de ultrapassar sobremaneira um objetivo é fabuloso. Define até objetivos intermédios para te motivares mais. Um alerta, objetivos como ter positiva a todas as disciplinas, apanhar menos que cinco bebedeiras, andar no máximo com duas miúdas ao mesmo tempo, são inválidos. Perante dúvidas do que são ou não bons objetivos, tens duas hipóteses, eu ou a tua mãe e este pode ser um objetivo ad eternum “ouvir sempre os meus pais que eles têm mais experiência que eu e são colossos intelectuais”.
(Um bom conjunto de resoluções)
165. Aprende a comer de boca fechada
Comer de boca aberta é como ir a uma casa de banho pública e largar uns valentes traques, pode-te saber bem mas é uma valente falta de educação. O prazer da comida está em mastigar devagar, saboreando o que comes, sem necessidade de mostrares o “bolo alimentar” que tens na boca aos outros. Entusiasma-te na conversa, na descoberta dos ingredientes, no vinho, nas miúdas giras da mesa ao lado mas nem fales de boca cheia, nem respires ar pela boca enquanto comes. Tens algo com duas entradas logo acima da boca para o efeito chamado…nariz.
(Penso que em 14 segundos provei o porquê deste conselho)
164. Diz ao pai natal o que queres, que ele não adivinha os teus pensamentos
O pai natal é como o teu avô Elias, divertido, sempre disposto a te ajudar mas a precisar que lhe expliques se a força que estás a fazer é para chegar à aparelhagem ou encher a fralda. Escreve uma carta ou um email ao pai natal a dizer o que queres para lhe facilitar a vida. Deixo-te já o email: joaotrab@gmail.com. É igual ao do teu pai, só que vai direto à caixa de correio do pai natal, acredita em mim.
163. Oferece à tua companhia o melhor lugar
A boa educação é como o bom vinho, nunca são a mais. Perante as variadas situações em que estejas com alguém e que haja lugares por opção, oferece a essa pessoa o melhor lugar disponível. Particular atenção se for a tua namorada, mulher ou desejada companhia horizontal, os teus pais, os teus avós ou maiores amigos. Desrespeita esta regra quando a pessoa com que estás for o maior azeiteiro, um filho da mãe ou algum dos seguintes animais: um porco, uma ovelha ranhosa ou um cabrão (marido da cabra, vai ver ao dicionário).
http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/FBv0MNZyq94DS88qs4EQ/mov/1
162. Se já marcaste a tua posição, pára de falar
As tomadas de posição são o oposto da religião, da música e do desporto, devem ser assentes em factos e não em gostos e afinidades. Se já explicaste a tua posição por um conjunto de factos e razões e o teu interlocutor continua a insistir sem factos que conduzam ao contrário, deixa-o falar que eventualmente se irá calar. O silêncio não é sempre, como diz o ditado, sinal de consentimento, pode ser muitas vezes sinal de inteligência. O teu pai insiste em continuar com a conversa, quando as pessoas já aceitaram a tomada de posição e quando estas nunca a vão aceitar. Falta-lhe a sabedoria de anos a viver com duas grandes mulheres que os teus avôs já adquiriram!
PS: só não deves escutar o interlocutor for um caso de traição da tua namorada, aí é mesmo mandar-lhe a roupa toda pela janela, chamar-lhe uns nomes “queridos” e dar-lhe “guia de marcha”. Há mais um ou dois casos mas isso deixo-te para aprenderes com a vida.
