231. Lembra-te de crescer com os outros

Os outros são tu e tu és os outros. Não te preocupes que o pai não andou a beber, só água e da boa, de Monchique. A vida vai-te provar que a forma como és com os outros vai reflectir-se na forma como são contigo e com outros e assim por conseguinte. Por exemplo, neste momento andas a cantar o “Rape Me” dos Nirvana e o “I-E-A-I-A-I-O” dos System of a Down aos teus avós, professoras e colegas, que provavelmente pensam que andas a ver umas coisas estranhas na TV (só não sabem é que é a música que eu ouço contigo no carro ou para aliviar o stress). Desde a forma como falas, como interages fisicamente, motivas ou implicas, tudo isso vai produzir efeitos nos outros, de igual forma que os outros produzem em ti. Como em tudo na vida a solução é o ponto de equilíbrio, isto é, não ir para os extremos nos comportamentos e ações mas não deixar de ter a tua própria personalidade. Mais, e muito importante, ninguém merece que chores, sintas uma frustração enorme, ou te sintas uma merda. Se já souberes hoje como surge a vida humana, não terás dificuldade em acreditar que somos um pequeno milagre da natureza desde o primeiro dia (mesmo que muitos de nós enveredem por caminhos destrutivos). Causarás mais ou menos impacto no mundo mas pensa que tendo tu só uma vida (a tua mãe acredita na reencarnação e eu já estive mais longe de não acreditar; e olha que as teorias dizem que reencarnando é para pagar o que fizeste na vida anterior) deves passar mais tempo a fazer o bem aos outros que o mal, para fazer deste mundo algo melhor para quem vem a seguir. Tu não és eterno (apesar de muita gente pensar que sim, infelizmente).

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