Os avós são como os papás mas com muita mais paciência e sabedoria. Se já antes te aconselhei a recordares o meu pai e teu avô Tino, um grande Homem que agora é uma estrelinha no céu, hoje venho-te sugerir amares incondicionalmente os outros três avós. Começo pela tua avó Judite (avó Didi para ti) que hoje faz anos que é uma verdadeira matriarca desta família. Um exemplo de força, honestidade, humildade, inteligência, esperteza e determinação (e cozinha bem para xuxu). Conto pelos dedos de uma mão as vezes que a vi abatida em 14 anos. Depois o teu avô Elias (avô Lili para ti) que é grande parte do que eu quero ser quando me reformar: um desportista, amante da natureza, altamente positivo e com um espírito de criança que lhe permite inventar-te uma história a partir da mais simples das coisas. Ambos criaram-te entre os poucos meses de vida e os dois anos e hoje levam-te e vão-te buscar ao autocarro porque os papás já foram ganhar tostões para os teus carrinhos (sim tostões e não euros que eles são do tempo dos tostões). Por fim, a minha mãe e tua avó Augusta (avó Gusta para ti), o metro e meio de gente que criou três rapazes ajuizados bem maiores que ela, e que agora te dá a riqueza da minha infância com as ervas e plantas do quintal ou o amor incondicional pelos animais. São de amar os três e aprender com cada um deles a grande humildade, honestidade e coragem, pois se há boas pessoas que conheci neste mundo, estas são as três melhores!
